Estamos evoluindo nossas organizações na velocidade com que a tecnologia evolui?

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

40 anos após a publicação desse artigo na Mansfield News-Journal, em 18 de Abril de 1963, prevendo que o telefone caberia em um bolso, um computador inteiro estava prestes a caber no bolso de uma calça jeans (o iPhone seria lançado em 2007).

De lá para cá, você já parou para pensar na quantidade de recursos tecnológicos que temos à nossa disposição nos dias de hoje, somente 15 anos após o lançamento do iPhone. Você é capaz de perceber a velocidade com que a tecnologia tem acelerado a própria capacidade de desenvolvimento de novas tecnologias?

Em 1965, Gordon Earl Moore, um dos cofundadores da Intel, afirmou que que o poder de processamento dos computadores (entenda computadores como a informática geral, não os computadores domésticos) dobraria a cada 18 meses. Essa afirmação acabou de tornando conhecida como a Lei de Moore, e já vem sendo considerada ultrapassada diante das novas evoluções tanto hardware (Computação Quântica) quanto de software (Inteligência Artificial).

Raymond Kurzweil, um inventor, escritor e futurista norteamericano, estendeu a Lei de Moore em seu ensaio A Teoria das Mudanças Aceleradas, escrito em 2001, descrevendo o crescimento exponencial do progresso tecnológico. Para ele, a lei de Moore descreve um padrão de crescimento exponencial na complexidade dos circuitos integrados de semi condutores, motivo pelo qual estendeu a mesma para incluir as tecnologias de antes do circuito integrado até as novas formas de tecnologia que estão sendo desenvolvidas.

“Sempre que uma tecnologia encontra algum tipo de barreira, uma nova tecnologia vai ser inventada para que possamos atravessar essa barreira.”, diz Kurzweil. Ele cita vários exemplos do passado para fundamentar suas afirmações. Ele prevê que as mudanças de paradigma resultarão em “mudanças tecnológicas tão rápidas e profundas que representarão uma ruptura no tecido da história humana”. Kurzweil acredita que a teoria das mudanças aceleradas irá implicar numa singularidade tecnológica por volta da primeira metade do século XXI, em 2045.

Agora, vamos fazer um ensaio mental e antecipar um pouco as previsões de Kurzweil e imaginar quais tecnologias poderíamos estar utilizando em nossas empresas daqui a a 10 anos, por volta do ano 2033. Ou seja, 70 anos à frente daquele artigo da Mansfield. Conseguiu elencar pelo menos algumas tecnologias que estão sendo referenciadas pela mídia nos últimos tempos? Blockchain, metaverso, Inteligência Artificial, 5G, Internet das Coisas (IoT), impressão 3D, entre muitas outras.

Pronto? Então faça para si mesmo as seguintes perguntas:

Quais estilos de liderança e gestão a minha empresa estará praticando daqui a 10 anos? Estamos desenvolvendo novas capacidades organizacionais no mesmo mesmo ritmo que as novas oportunidades de negócios estão sendo criadas no contexto de uma economia cada vez mais digital? Será que nossos nossos atuais modelos de gestão e liderança podem se tornar uma grande ameaça para o crescimento dos nossos negócios?

Na minha opinião, empresas que pretendem acelerar o crescimento e impactar positivamente todas as partes interessadas, não somente pelo uso de novas tecnologias, mas principalmente pela inovação dos modelos de gestão e liderança promovidos pela Business Agility, devem discutir sua estratégia no longo prazo, considerando o impacto das novas tecnologias como habilitadoras desse crescimento. Só que essa discussão irá depender diretamente da visão e engajamento da liderança com o estado futuro desejado para os seus negócios.

Como muito bem observou Winston Churchill, “Estamos transformando o mundo mais rápido do que nós mesmos podemos nos transformar, e estamos aplicando no presente os hábitos do passado” e isso deve ser levado a sério por todo líder de negócio que estiver à frente das iniciativas estratégicas da empresa.

Pense nisso! E conte conosco para refletir sobre os possíveis cenários futuros de sua empresa e os modelos de gestão e liderança, baseados em Business Agility, que tornarão esse cenários uma realidade.

Um dos precursores dos Métodos Ágeis (2002) no Brasil, foi pioneiro na sistematização do papel de Business Owner como catalisador da Business Agility nas empresas (modelo apresentado na Agile Conference 2019, Washington, USA). CEO da SURYA Consulting e fundador da ABO Academy, a primeira academia no mundo especializada no desenvolvimento profissional de Agile Business Owners, atua como autor, consultor, mentor, professor e palestrante no nível executivo de grandes empresas. Autor do Guia de Referência do Agile Business Owner e dos modelos Business Agility Getting Real™ e Agile Business Ownership™. É coautor da Agile Extension to the Business Analysis Body of Knowledge (IIBA/Agile Alliance, 2012) e colaborador no Introduction to Product Ownership Analysis (IIBA, 2020). Criador do canal Lean Business Analysis Brazil no YouTube. É professor em diversos programas de MBA na PUCRS.

Artigos Relacionados

Comentários