Governança corporativa: desafios e conflitos para avançar na Nova Economia Digital

Em artigo recente, publicado aqui, tratamos do elemento liderança evolucionária através de reflexões sobre estudos do Daniel Pink e a Carta de Larry Fink. Agora reforço o convite: vamos navegar, mais uma vez, pelos domínios do Businees Owner sob a ótica da Governança?

Seguindo essa vertente, vamos refletir sobre o elemento Governança Ágil, o que podemos aprender com as experiências relatadas no livro da Sandra Guerra – A Caixa Preta da Governança.

Para começar, vamos fazer um breve destaque a um dos princípios básicos da Governança, que é a Responsabilidade Corporativa, escrita no Código das melhores práticas – IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa):

 “Os agentes de governança devem zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas de seus negócios e suas operações e aumentar as positivas, levando em consideração, no seu modelo de negócios, os diversos capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental, reputacional, etc.) no curto, médio e longo prazos.”

Diante disso, queremos destacar: “Os agentes de governança devem zelar pela viabilidade econômica e financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas …” Aqui começa um dos grandes desafios para pensarmos. Estamos falando de sustentabilidade, futuro e novas tendências, portanto, a nova economia digital reflete nas mudanças de comportamento em diferentes esferas: pessoas, consumo e comportamento dos responsáveis pelas decisões mais importantes da empresa.

É nítido, diante disso tudo, que o assunto governança é amplo. Por essa razão, o foco desse texto será sobre comportamento, ou melhor, os desafios e novas atitudes que precisam ser revisitadas dentro das empresas para que haja uma governança ágil. Para com isso, resultar em uma maior competitividade neste mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) em que vivemos.

Governança e os pecados do “Diabo Corporativo”

Na obra de Sandra Guerra, a autora aponta vários depoimentos de Conselheiros de Administração de todo o mundo, como podemos perceber no trecho em destaque:

Mervyn King é a figura mais expressiva em governança corporativa da África do Sul, com reconhecimento internacional. Ele compara as empresas a “pessoas incapacitadas”, já que não pensam e não agem por si mesmas… Para King, os conselheiros estão sujeitos às tentações e pecados do “diabo corporativo”.

O mundo corporativo está sujeito a diversas tentações. E muito se escuta “a empresa quer isso”, ” a empresa não tem aquilo”, mas, como King afirma “empresas não pensam e não agem por si”. Da mesma forma, que os pecados a que ele se refere são descritos no livro como Ganância, Arrogância e Orgulho. Sentimentos exclusivos dos seres humanos.

Novos comportamentos serão fundamentais

Seguindo com a avaliação dos pecados citados pelo professor King, está óbvio que eles estão diretamente ligados ao comportamento e sentimento pessoal. Assim, fica a questão: Como eles exercem influência sobre os times e, principalmente, como influenciam nas tomadas de decisões da alta gestão? Podemos ir além: Como o comportamento e o sentimento podem ser uma ameaça na adaptação das empresas nesse novo mundo da Revolução 4.0?

Nesse sentido, a Governança Ágil demanda um aprimoramento das capacidades dos gestores, de líderes de negócio, principalmente a tomada de decisão. O mercado tem usado o termo Business Owner para identificar esses líderes capazes de acelerar a tomada de decisão e provocar a evolução de negócios.

O olhar sobre a Governança e os conflitos que qualquer Business Owner deve aprender para atuar na Nova Economia Digital

O papel do Business Owner como agente da mudança é crucial para a construção de uma organização livre dos pecados capitais. Todos os agentes, independentemente da função ou cargo, são 100% responsáveis pelo sucesso de uma organização.

O sucesso de uma organização ao adotar os princípios da Governança Ágil, começa com os Conselheiros e CEOs superando as barreiras pessoais e deixando de lado os pecados citados. Eles devem ser os primeiros a alcançar a capacidade de tomar decisões rápidas para provocar a evolução de negócios, com a visão de tornarem as organizações mais fortes e inspiradoras por meio de um propósito transformador e gerando resultados sustentáveis para o futuro de suas empresas.

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